RELIGIÃO e MULHER
Irmãs e irmãos no Cristo Jesus,
“Não há lugar para as mulheres nos livros sagrados. É uma História de Deus e de homens e essa é a a sua tragédia (...) A Bíblia é masculina e o Corão, a Torá, os Evangelhos são histórias de homens”.
Essas palavras duras mas verdadeiras, foram ditas por Kamel Daoud escritor e jornalista franco argelino, ganhador de prêmios importantes de literatura.
Sim, creio só iremos acabar com a violência à mulher, no dia em que as religiões abraâmicas- judaísmo, cristianismo e islamismo- façam a revisão de sua leitura textual de Gênesis. Enquanto acreditarmos na história de Adão e Eva -uma parábola semita como era o jeito deste povo falar- a violência contra a mulher permanecerá.
Afinal, se foi a Eva que trouxe o pecado, o sofrimento e a morte à humanidade, ela deve ser castigada... Da unha encravada à guerra de Gaza a culpa é de Eva, da mulher?...
Psicanalistas acreditam que a violência à mulher tende a aumentar. O homem que é tranquilo com sua masculinidade, torna-se até parceiro na luta do empoderamento feminino. Mas, como muitos homens não têm sua masculinidade resolvida -ela é exercida no domínio à sua companheira ou suas filhas-, ele não aceita que a mulher saia de seu controle. Não é por amor que ele mata ou agride: é orgulho ferido...
Claro que não podemos esperar que essa mudança cultural aconteça para tomarmos outras medidas que previnam a violência contra a mulher. A Lei Maria da Penha, por exemplo, foi uma vitória nessa luta, que em última análise, é uma luta pelos Direitos Humanos.
Mas vejam bem, na oração do Pai Nosso, rezada por Jesus de Nazaré, o substantivo PAI tinha os dois gêneros: pai e mãe.
Cada vez se torna mais urgente resgatar o Feminino de Deus, a face Materna de Deus!
Irmãs e irmãos da Fraternidade do irmãozinho Carlos. Lutar pelo Reino de Deus e sua Justiça no mundo é o desfio que Cristo Jesus nos apontou e de nós exige.
A violência à mulher só vai acabar no dia que a maioria dos homens perceberem que não precisam dominar, para serem verdadeiros homens. Aí sim, mulheres e crianças estarão mais protegidas em nossa sociedade.
Padre Helder, como Dom Helder Câmara gostava de ser chamado, já dizia:
“Homens e mulheres, diferentes sim, mas iguais em dignidade”.
Afinal, foi João Paulo I –o Papa do Sorriso-que afirmou:
”DEUS é mais MÃE do que PAI!...
Se não fosse isso, estávamos em maus lençóis. O pai tem de ser firme e muitas vezes rígido: a mãe é ternura e perdão...
















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